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23 de Maio de 2022
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    Estado usa telecurso da Fundação Roberto Marinho contra defasagem escolar

    Governo do Estado do Rio de Janeiro
    há 14 anos

    Por Guedes de Freitas

    “Com a experiência e tecnologia de mais de 30 anos da Fundação Roberto Marinho poderemos oferecer aos nossos alunos, mais do que a recuperação do tempo perdido, uma qualificação para além do simplesmente formal”. Assim, o governador Sérgio Cabral sintetizou o contrato assinado pelo Governo do Estado e a Fundação Roberto Marinho, nesta sexta-feira, pela manhã, no Palácio Guanabara, para a implantação do telecurso nas escolas estaduais, a partir de 2009, com o objetivo de eliminar a defasagem série-idade de estudantes da rede estadual de ensino.

    O contrato assinado por Cabral, a secretária de Educação, Tereza Porto, o presidente da Fundação Roberto Marinho, José Roberto Marinho, e o secretário geral da fundação, Hugo Barreto, no valor de R$ 16 milhões, prevê o início do telecurso em março de 2009, depois de qualificar em fevereiro três mil professores na prática desta metodologia de ensino via televisão. Serão formadas 1.667 turmas de ensino médio, com 30 alunos cada uma, e 667 de ensino fundamental, num total de 70 mil estudantes.

    – A defasagem idade-série é um problema nacional e preocupa a todos os secretários estaduais. Temos buscado soluções para atenuar o problema. Aqui no Estado do Rio, identificamos 70 mil alunos que apresentam maior índice de defasagem e que são, portanto, os que mais necessitam de aceleração do aprendizado. Acreditamos que a parceria com a Fundação Roberto Marinho nos dará resultados mais rápidos e, assim, a cada ano iremos incorporando novos alunos – afirmou a secretária Tereza Porto.

    A secretária acredita, porém, que a defasagem nas escolas estaduais será eliminada nos próximos anos pela qualidade de ensino que está sendo introduzida na rede.

    – São vários programas em andamento que vão melhorar a qualidade do ensino. Outra medida importante é a mudança do currículo nas escolas – resumiu a secretária, considerando a Fundação Roberto Marinho um dos principais interlocutores na discussão desses novos métodos de ensino.

    Diante da diversidade de causas da defasagem e da grandeza da rede estadual, com mais de 1,6 mil escolas, a Secretaria de Educação introduziu o Programa Estadual de Gestão Escolar que enfoca os problemas de cada escola, cujas peculiaridades diferem de uma para outra e variam conforme a região do estado.

    – Identificados os principais problemas de cada uma, a escola recebe um projeto pedagógico adequado à sua realidade. Desta forma, acredito que conseguiremos melhorar a qualidade do ensin, diminuindo drasticamente as repetências e, com isso, a defasagem idade-série – concluiu a secretária.

    Com o sistema de módulos do telecurso, o aluno de ensino fundamental poderá completar a etapa em 15 meses e o do médio, em 18 meses. Segundo dados da Secretaria de Educação, 63,7% dos estudantes de ensino médio estão com defasagem idade-série, enquanto no fundamental o índice é de 50,3%. Durante o curso, os estudantes terão acesso, ainda, a programas e livros de artes plásticas, música, teatro, filosofia e sociologia. Cada turma será formada por alunos com idade mínima de 15 anos para o ensino fundamental e 17 anos para o médio.

    A metodologia do telecurso para combater a defasagem idade-série também é adotada por outros estados, como Pernambuco e Acre e o Distrito Federal, com total aprovação de professores e alunos, como demonstrado em um vídeo veiculado durante a cerimônia no Salão Nobre do Palácio Guanabara. Segundo a Fundação Roberto Marinho, o índice de aprovação do sistema atinge, em média, 90% e já beneficiou mais de cinco milhões de estudantes em todo o país.

    – Pela experiência até agora acumulada, verificamos no início uma resistência natural à introdução de uma nova tecnologia, a televisão nas salas de aula. Mas depois vira uma paixão, tanto que quando os projetos vão terminando, os alunos pedem para deixar o material que passa a ser reutilizado, tornando-se um processo que não acaba nunca. Espero que o Rio tenha o mesmo sucesso –afirmou José Roberto Marinho.

    Além de professores e diretores da rede do estado, alunos das escolas estaduais Pedro Álvares Cabral e Infante Dom Henrique, ambas de Copacabana, na Zona Sul do Rio, compareceram à solenidade, igualmente prestigiada pelo vice-governador e secretário de Obras, Luiz Fernando Pezão, os secretários chefe da Casa Civil, Regis Fichtner, de Assistência Social e Direitos Humanos, Benedita da Silva, e de Trabalho e Renda, Ronald Ázaro, o presidente do Conselho Estadual de Educação, Paulo Alcântara Gomes, o senador Francisco Dornelles e a coordenadora geral do telecurso da Fundação Roberto Marinho, Vilma Guimarães, entre outros convidados.

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